O Time Brasil levará um número recorde de atletas femininas nos IX Jogos Sul-americanos Medellín 2010. A Delegação Brasileira terá 253 mulheres, 85 a mais que na edição anterior da competição continental, em Buenos Aires 2006. A Missão do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) na Colômbia será composta por cerca de 700 pessoas, sendo 557 atletas. Não haverá participação de atletas brasileiros no beisebol, hipismo, futebol, patinação velocidade e softbol. Os Jogos Sul-americanos de Medellín 2010, que acontecem entre os dias 19 e 30 de março, representam uma importante etapa da preparação brasileira visando aos Jogos Olímpicos Londres 2012.
"As últimas edições de Jogos Sul-americanos, Pan-americanos e Olímpicos comprovam o aumento do número de mulheres nas delegações brasileiras. O COB se orgulha em acompanhar de perto o processo evolutivo das atletas em nosso esporte. A maior presença feminina é um grande diferencial, já que amplia nossas chances de medalhas e colabora com o desenvolvimento do esporte olímpico nacional", afirma Carlos Arthur Nuzman, presidente do COB.
O programa esportivo da competição contempla, além das modalidades olímpicas, outras seis que fazem ou já fizeram parte do programa pan-americano. São elas: beisebol, boliche, futsal, karatê, softbol e squash. Em Medellín, o Time Brasil ficará baseado na Vila Sul-americana, instalação especialmente construída para o evento. A previsão é de que cerca de 5.000 atletas e oficiais de 15 países participem dos Jogos.
Palestra Adriana Samuel - Na data em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, o COB festejou o número recorde de participantes femininas em Medellín 2010 oferecendo aos seus funcionários uma palestra da medalhista olímpica Adriana Samuel (prata no vôlei de praia dos Jogos Olímpicos Atlanta 1996 e bronze em Sydney 2000). Exemplo de sucesso dentro e fora das quadras, Adriana falou um pouco sobre a sua experiência como atleta de alto rendimento (tanto no vôlei de quadra, quanto no vôlei de praia), sua função como gestora, coordenadora e produtora de projetos esportivos, e o desafio de conciliar a carreira com a maternidade.
"Logo depois que encerrei a carreira, em 2002, comecei a trabalhar para desenvolver um projeto social. Foram quatro anos até conseguir transformar o sonho em realidade. É muito bom poder retribuir um pouco do que o esporte me proporcionou, incentivando a prática esportiva entre os jovens de comunidades carentes", revela Adriana, que coordena um projeto em Copacabana com 180 crianças entre 8 e 14 anos.
A medalhista também explicou porque só decidiu engravidar depois de encerrar a carreira de atleta. "Queria ter mais tempo para me dedicar à família. Hoje, apesar de trabalhar bastante, levo uma vida menos corrida e tenho tempo para conciliar as coisas. Sempre digo que ganhei uma medalha de prata em Atlanta 1996 (ao lado da parceira Mônica), uma de bronze, em Sydney 2000 (ao lado de Sandra Pires); mas, para mim, a medalha de ouro só veio mesmo com duas conquistas especiais: quando viabilizei o Projeto Adriana Samuel e o coloquei em funcionamento, e quando realizei o sonho de ser mãe", afirma a ex-jogadora. Adriana, irmã do também medalhista Tande (vôlei), e mãe de Tom e Mila, de 6 e 4 anos, respectivamente.
Atualmente, além de dedicar tempo aos filhos e a seu Projeto, Adriana agencia atletas. Cesar Cielo e Thiago Pereira (natação); Martine Grael e Isabel Swan (vela), Diego Hypolito (ginástica), são alguns deles.
"Existe vida fora do esporte", completa Adriana. Para ela, o sucesso é resultado do equilíbrio, aliado à determinação.
Fonte: Redação Soccer System